Restaurar ou modificar?

 

Há algum critério?

O antigomobilista Márcio Campos (RJ) dá sua opinião:


"Carros muito ruins, em pessimo estado de conservação, eu sou a favor de modificar pra salvar. O problema é que tem gente pega um carro todo original, bom pra caramba, pra modificar. Aí dói!"


Rui Branco, antigomobilista gaucho, complementa:


"Temos aqui um caso de uma Rural que estava muito boa e um amigo iniciou a alterar de acordo com sua cabeça. No início era só perfume, depois colocou motor de F1000 e ainda turbo.

Aí teve que reforçar a suspensão, alterar freios e mais algumas coisas. Aí mexeu na pintura colocando uma águia no capô e mais algumas coisas. O custo disso tudo foi a 86 mil...

Quando tinha terminado com as suas loucuras viu que o resultado final não foi bom e tentou vender...

Não conseguia, até que aceitou uma oferta de 46 mil.

Ultimamente fiquei sabendo que o comprador não honrou com o pagamento e o dono perdeu estes 46 mil também. 

Moral da história: não faça loucuras, os engenheiros estudaram muito até chegar no carro que apresentaram. Se for carro que não tem mais recuperação concordo em deixar ele alterado, mas pense bem o que fazer pois muitas vezes as alterações custam mais caro que o processo original uma vez que algumas soluções não se adaptam e temos que voltar atrás com perda de tempo e de peças.

Tem mais, o ronco do DKW é uma das coisas mais provocantes. Um amigo chegou a me pedir que lhe "vendesse" o ronco do meu carro...

O importante é ver o dono realmente satisfeito por muito tempo com o que fez!
"

Dica seguida a risca por outro antigomobilista carioca, apaixonado por DKW, que cansou de ver uma "gravatinha" na frente do carro...

                                                                                                 página anterior